“Uma
busca pela integralidade” deveria ser a tônica de todo profissional de saúde,
que se propõe ser cuidador. As experiências de atendimentos a pacientes de um
profissional médico, por exemplo, deve favorecer compreender cada paciente na
sua totalidade, mesmo na difícil condição de exercer a profissão num sistema
que exige produtividade, mais que integralidade na concepção do indivíduo.
Despertar ao longo da carreira o interesse pela abordagem sistêmica de seus
pacientes, ainda que fragmentada pelas limitações da formação médica, mas com a
maturidade de cada etapa de vida, e levando sempre o propósito em exercer a
profissão hipocrática com dedicação aos que buscam alivio de seus problemas ou
promovendo saúde, é possível sim amadurecer a concepção de integralidade no
atendimento, desde que se sensibilize para essa necessidade premente mais do
que nunca nos tempo modernos. A humanidade acelera seu passo rumo a concluir mais
uma seleção na sua evolução. Sobreviverão os que entenderem que a busca deve
ser espiritual e não material. A vida real não é a que nos envolvemos tanto e
buscamos atender em sua plenitude. Por isso estamos continuamente doentes e
insatisfeitos mais da metade do tempo que vivemos. É mister a reflexão dos
cuidadores, que se cuidem para aprender a cuidar. Nesta condição de profissionais
da saúde é preciso se abrir na sua profissão para as multidimensões do ser
humano. Que um dia distante mais certo que chegará, médicos, profissionais da
saúde e estudantes, bem como pacientes experimentarão homogeneamente uma
medicina humanizada, integralizada; mesmo no caos das estruturas de atendimento
em que vivemos neste país não devemos perder as esperanças, desde que entendam,
que apesar das limitações impostas pelo sistema de saúde e de crenças ocidentais,
comecem fazer a mudança, que é interior para que um dia ela se exteriorize, e na
teia da vida a mudança se dissemine.
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