sábado, 20 de setembro de 2014

O Principio e o fim e a integralidade




Como viver só com convicções que são finitas e lineares, a Vida tem percurso circular, o principio e fim se encontra, e se integra, um é o outro e vice-versa, no movimento constante das leis físicas que não modificam nunca esta jornada.

As centelhas resultantes deste infinito movimento buscam saltitar fora do compasso destas Leis universais, mas não vão longe, não se perdem, existe a força de atração que a tudo mantem ligado independente da vontade relativa dos que se julgam independentes desta criação, onde o principio e fim se manifesta em tudo e em todos, é só sentir e perceber, que o que esta dentro está fora, o que está embaixo está em cima, o yin e o Yang, os opostos se complementam ao invés de se repelirem, e faz tudo permanecer dentro de um equilíbrio dinâmico.

As centelhas teimosas procuram escapar como se ela por si só existisse do nada, quando nada é o tudo que está dentro de cada parte que compõe o Todo, que está dentro de cada um e de cada coisa que existe no universo.

Existe um criador e ele é o principio e fim da criação que não encerra, pois na sua infinitude a que pertencemos, o giro do movimento circular só nos coloca em pontos diferentes da roda da vida, mas a roda é a roda, e ela gira para todos igualmente se mantivermos dentro das leis que estabelecem seu movimento.

Se o Principio está em cada coisa ou ser, Ele está em tudo, então somos criadores, pois a Força é uma só, em relatividade se manifesta com várias modalidades, roupagens, que faz aos desavisados enxergar a vestimenta, mas não quem a veste.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A visão de integralidade salva vidas


Vemos pessoas perdidas na busca do que lhes dê contentamento, procuram em vão a felicidade, como disse Luther King, a colocam justamente onde não estão, a põe sempre em outro lugar. Observa-se a rejeição das almas a não quererem perceber onde realmente mora a paz, a alegria, e que denominam num pacote único de felicidade.

 O desespero por não encontra-la leva os indivíduos à desesperança, a tristeza, ao desespero e ao desejo de morte, sem entender que na ilusão que vivemos, podemos estarmos mortos aqui, mas vivos em tantos outras dimensões, pois na velocidade da luz, a relação que temos com as outras moradas não obedece à visão de tempo e espaço que temos aqui.

Parece viagem falar e pensar assim, mas com a física atual, avançando cada vez mais, vem mostrando as diversas possibilidades da nossa existência, é impossível com a nova perspectiva quântica defender que aqui seja a única realidade a ser vivida,

Buscando entender o ser humano nas suas multidimensões, e com a visão de integralidade, o aqui e agora, ontem e o amanhã se misturam, e o que vivemos concorre com o ciclo que estamos, porque tudo interage para que haja completude. Enfim para que sintamos a Essência em sua plenitude.

Como imaginar viver esta vida e nada mais, o sentido de tudo que fazemos, lutamos ou defendemos, perderia o sabor de conquistar dias melhores, e como imaginar que tudo isso é fruto do acaso, se assim fosse que Leis regem o acaso, o que está por trás dele para explicar a ordem que existe no universo.

Felizes os que acreditam na imortalidade da alma, que a vida não é isso que vivemos simplesmente, que as virtudes nos levam a dias melhores, o alento que essas verdades dão a alma faz sentir e perceber algo além do que a nossa visão, e percepção limitada da realidade, alcança.

O ser que se entende como energia em movimento no ciclo da vida que não perece, não acaba só se transforma ciclicamente, continuamente em espiral ascendente, sente o avanço e se esforça para persistir na sua jornada, sem perder tempo em buscar justificativas para aquilo que a prepotência e vaidade humana dizem dominar.

Essa visão nada religiosa, muito mais filosófica, faz as almas viverem sem buscar prazeres efêmeros pura e simplesmente, pois sabem que a real felicidade não pertence a esse teatro no qual somos personagens temporários dessa existência, nos faz continuar se burilando para atingir patamares sublimes da plenitude, e por isso não se excluem da vida, a vivem intensamente  até seu ultimo gole, pois sabem que depois tem mais o que viver, e o que vier depende do que fizer aqui neste cenário.

A visão de integralidade saiu vencedora

A copa acabou e como previa para o futuro, um pouco mais longínquo, acabou acontecendo já, uma copa onde a integralidade das dimensões trabalhadas favoreceu a equipe que se preparou, não só tecnicamente, mas psicoespiritualmente.
Além dos treinos, sessões com psicólogo, meditação, yoga, convívio com a família, lazer construtivo, fizeram parte da preparação da equipe vencedora, como deve ser. Apresentava jogadores que se destacavam uns mais que outros, mas nenhum acima de todos, e o espirito de equipe prevaleceu, ou seja, a união fez a força e saíram ganhadores, o time da Alemanha.
Quem diria justo um país que depois de tanta fama após a segunda guerra mundial, soube com os erros reconstruir sua história e hoje dar exemplo para o mundo.
A copa foi um espetáculo de amizade e buscou mostrar que o destino se escreve com ações equilibradas, e os preconceitos encarados como situações inusitadas, surpreenderam as previsões, quando um time por não ser famoso, não se esperava que ele apresentasse uma boa atuação, como foram tantos times vencendo partidas não previstas pelos cálculos estatísticos e visão dos críticos. A vida não é totalmente previsível, o homem pode mudar a rota de sua historia, basta ele querer, ter fé e se trabalhar para isso.
A história de cada ser se faz segundo a segundo, e à intenção quando é boa, com humildade e força de vontade forem atributos sempre presentes na equipe, estará ai o vencedor, que não é do campeonato simplesmente, mas do ser humano nessa escalda evolutiva que estamos, pois isso é o mais importante, vencer a si mesmo construindo uma historia de ganhadores pelas virtudes conquistadas.
A prepotência, a vaidade, o orgulho dá lugar ao espirito altruísta, a união conquistada a cada momento, trabalhada em conjunto, a humildade de reconhecer que fizeram a sua parte, nada, além disso, é mais importante que ganhar um simples jogo.
Que todos os campeonatos de agora em diante tomassem a lição dada nesse, que foi a copa no Brasil, onde venceu a amizade, a humildade, o trabalho honesto e o altruísta, e a visão que preparar-se para qualquer coisa é preciso ver a integralidade do ser: físico, psíquico e espiritual.

Integralidade e a Copa


Integralidade e a Copa

 

                           A integralidade está presente em tudo na vida. A busca do ser que deve ser sentir-se completo, com tudo que existe que é Deus em suas inumeráveis, incalculáveis manifestações, e essa verdade se expressa em todos os setores, e em todas as atividades humanas, mesmo que vivam sem consciência desse fato.

Os seres humanos ascenderam na escala evolutiva dos reinos existentes nesse planeta, e precisam dentro do reino hominal, a que pertencem compreender a escada que precisam galgar para atingir estágios superiores da sua existência, enquanto seres de luz que buscam se iluminar. Não é algo que se possa desistir, a única escolha diante desta realidade, para muitos avaliados como irreal e fanática, é que podemos escolher estacionar, porém nunca voltar nesta escalada.

Diante do cenário que a humanidade construiu, e para dar conta da integralidade que envolve a globalidade deste planeta, as disputas sempre são colocadas ainda, sem perceberem que a beleza do encontro deveria ser de integralidade, no sentido amplo da demonstração de jogos que envolvam solidariedade, fraternidade, altruísmo, caridade, mas, mesmo não tendo essa consciência, a maioria da humanidade encaram os jogos, como proposta minimamente de unir os povos numa intenção, ainda que não tão elevada da manifestação do amor incondicional, levar os seres a se encontrar, para neste embate trabalhar suas diferenças e desenvolver suas habilidades humanas de convivência harmoniosa com os seus desiguais, embora muitos utilizem esses campeonatos, olimpíadas, copas com único interesse financeiro.

Se a intenção fosse trabalhar a vaidade, o orgulho, a humildade, a prepotência, a arrogância, a presunção, a amizade, o altruísmo, a confraternização, no sentido de mostrar que não existem melhores e sim momentaneamente ocupando o espaço de vencedores não de jogos, mas de postura, comportamento, alegria, gratidão, pois ninguém chega a lugar algum sem a ajuda de alguém ou de muitos. A vitória deveria ser interpretada com o sentimento não de nacionalidade, mas do reconhecimento e de identificação do que está por trás desse sucesso, e decidir com os envolvidos o troféu que não deveria ser nacional, pois na sua origem a criação dos próprios jogos, foi uma construção coletiva. Tudo passou e passa por mudanças que cada grupo, nação, foi dando sua contribuição, muitos agem como criadores únicos e majoritários do que se vive. 

Chegará o dia que vitoriosos nos jogos serão os que ganharam a partida pela expressão maior de valores que representam humanidade;  os ganhos não serão individuais, mais sim coletivos, e distribuídos por todos por equidade e pelo esforço empreendido, e não por proximidade, interesses exclusos, financeiros, ou ufanismo; que os troféus e ganhos sejam distribuídos para os menos favorecidos, buscando igualar a humanidade em condições de vida e de participação das grandes conquistas, inclusive de torneios mundiais; onde a alegria não seja de um grupo, mas de se ter atingido a ápices de solidariedade, humildade, alegria, fraternidade, como já houve no planeta demonstrações desses encontros, nos quais a maior felicidade foi a de se perceberem iguais na sua origem, na Essência que é a Energia Suprema Criadora do Universo,  na busca de se reconhecerem como irmãos, aproximar-se cada vez mais de estágios expandidos de consciência e unicidade.

Chegaremos lá, não eliminemos os encontros, as olimpíadas, as copas, e torneios, busquemos interpreta-los e modifica-los na sua construção e propósitos.