Integralidade e a Copa
A integralidade está
presente em tudo na vida. A busca do ser que deve ser sentir-se completo, com
tudo que existe que é Deus em suas inumeráveis, incalculáveis manifestações, e
essa verdade se expressa em todos os setores, e em todas as atividades humanas,
mesmo que vivam sem consciência desse fato.
Os seres
humanos ascenderam na escala evolutiva dos reinos existentes nesse planeta, e
precisam dentro do reino hominal, a que pertencem compreender a escada que
precisam galgar para atingir estágios superiores da sua existência, enquanto
seres de luz que buscam se iluminar. Não é algo que se possa desistir, a única
escolha diante desta realidade, para muitos avaliados como irreal e fanática, é
que podemos escolher estacionar, porém nunca voltar nesta escalada.
Diante do
cenário que a humanidade construiu, e para dar conta da integralidade que
envolve a globalidade deste planeta, as disputas sempre são colocadas ainda,
sem perceberem que a beleza do encontro deveria ser de integralidade, no
sentido amplo da demonstração de jogos que envolvam solidariedade,
fraternidade, altruísmo, caridade, mas, mesmo não tendo essa consciência, a
maioria da humanidade encaram os jogos, como proposta minimamente de unir os
povos numa intenção, ainda que não tão elevada da manifestação do amor
incondicional, levar os seres a se encontrar, para neste embate trabalhar suas
diferenças e desenvolver suas habilidades humanas de convivência harmoniosa com
os seus desiguais, embora muitos utilizem esses campeonatos, olimpíadas, copas
com único interesse financeiro.
Se a intenção
fosse trabalhar a vaidade, o orgulho, a humildade, a prepotência, a arrogância,
a presunção, a amizade, o altruísmo, a confraternização, no sentido de mostrar
que não existem melhores e sim momentaneamente ocupando o espaço de vencedores
não de jogos, mas de postura, comportamento, alegria, gratidão, pois ninguém
chega a lugar algum sem a ajuda de alguém ou de muitos. A vitória deveria ser
interpretada com o sentimento não de nacionalidade, mas do reconhecimento e de
identificação do que está por trás desse sucesso, e decidir com os envolvidos o
troféu que não deveria ser nacional, pois na sua origem a criação dos próprios
jogos, foi uma construção coletiva. Tudo passou e passa por mudanças que cada
grupo, nação, foi dando sua contribuição, muitos agem como criadores únicos e
majoritários do que se vive.
Chegará o dia
que vitoriosos nos jogos serão os que ganharam a partida pela expressão maior
de valores que representam humanidade;
os ganhos não serão individuais, mais sim coletivos, e distribuídos por
todos por equidade e pelo esforço empreendido, e não por proximidade,
interesses exclusos, financeiros, ou ufanismo; que os troféus e ganhos sejam
distribuídos para os menos favorecidos, buscando igualar a humanidade em
condições de vida e de participação das grandes conquistas, inclusive de
torneios mundiais; onde a alegria não seja de um grupo, mas de se ter atingido
a ápices de solidariedade, humildade, alegria, fraternidade, como já houve no
planeta demonstrações desses encontros, nos quais a maior felicidade foi a de
se perceberem iguais na sua origem, na Essência que é a Energia Suprema
Criadora do Universo, na busca de se
reconhecerem como irmãos, aproximar-se cada vez mais de estágios expandidos de
consciência e unicidade.
Chegaremos lá,
não eliminemos os encontros, as olimpíadas, as copas, e torneios, busquemos
interpreta-los e modifica-los na sua construção e propósitos.