Somos mais uma vez convidados a votar, o processo começa por
um convite forçado, diante da falta da consciência coletiva de uma maioria em
participar do movimento que deveria ser como compromisso inerente a condição
humana de cidadão consciente. Se fosse de caráter espontâneo a presença nas
urnas provavelmente só se daria por poucos comprometidos e muitos provavelmente
vendidos. A visão de integralidade na participação da definição de quem deve dirigir
um governo deveria ser de todos inclusive do idoso que tem muito a indicar pela
própria experiência e vivência.
Os indivíduos são movidos ainda por interesses pessoais, partidários,
corporativos, menos por uma visão de vida, de mundo e universo, onde o que
deveria pesar na escolha de um candidato é a amplitude com que as suas propostas
atendem a maioria da população nas suas necessidades, e que fosse movido pela
intenção única de contribuir em promover e manter a paz, a sustentabilidade, a cooperatividade,
a oferta de emprego equanimemente, na distribuição igualitária da renda pelos
que se esforçam através do trabalho ou que são verdadeiramente incapazes de
exercer uma ocupação ou por estar aposentados, mas que tenham o direito
garantido de receber se apresentarem estas únicas condições, senão o trabalho
será a garantia de adquirir proventos, tornando-se contributivos com a manutenção
do bem estar de todos, cada um assumindo pelo labor honesto seus proventos, e
tendo garantido as necessidades básicas de forma gratuita como saúde e
educação, agua e luz.
Governantes que garantissem que a arte, as ciências e a
filosofia, condições imanentes ao desenvolvimento humano estivessem aquicessíveis
ao todos os governados, e que a única diferença existente entre os indivíduos seria
visível pela sua virtuosidade e pelo esforço de estudar e trabalhar, condições
únicas que os distinguissem.
Fala-se em utopia ao que
se propõe longe da condição humana de se alcançar. Não pela impossibilidade
real, mas pelo desejo que não é consenso numa humanidade que ainda exibe o
primitivismo de viver ser compreender que são seres humanos iguais na sua
essência e, portanto com os mesmo direitos, atingindo patamares mais elevados a
depender de seu investimento na sua evolução única e exclusivamente, como indivíduos
virtuosos pelo sentir, pensar e agir, pois assim sendo seria a condição que por
suas ações e perfil seriam já propostos a serem os governantes.