sábado, 25 de outubro de 2014

A eleição e a busca da integralidade




 

Somos mais uma vez convidados a votar, o processo começa por um convite forçado, diante da falta da consciência coletiva de uma maioria em participar do movimento que deveria ser como compromisso inerente a condição humana de cidadão consciente. Se fosse de caráter espontâneo a presença nas urnas provavelmente só se daria por poucos comprometidos e muitos provavelmente vendidos. A visão de integralidade na participação da definição de quem deve dirigir um governo deveria ser de todos inclusive do idoso que tem muito a indicar pela própria experiência e vivência.

Os indivíduos são movidos ainda por interesses pessoais, partidários, corporativos, menos por uma visão de vida, de mundo e universo, onde o que deveria pesar na escolha de um candidato é a amplitude com que as suas propostas atendem a maioria da população nas suas necessidades, e que fosse movido pela intenção única de contribuir em promover e manter a paz, a sustentabilidade, a cooperatividade, a oferta de emprego equanimemente, na distribuição igualitária da renda pelos que se esforçam através do trabalho ou que são verdadeiramente incapazes de exercer uma ocupação ou por estar aposentados, mas que tenham o direito garantido de receber se apresentarem estas únicas condições, senão o trabalho será a garantia de adquirir proventos, tornando-se contributivos com a manutenção do bem estar de todos, cada um assumindo pelo labor honesto seus proventos, e tendo garantido as necessidades básicas de forma gratuita como saúde e educação, agua e luz.

Governantes que garantissem que a arte, as ciências e a filosofia, condições imanentes ao desenvolvimento humano estivessem aquicessíveis ao todos os governados, e que a única diferença existente entre os indivíduos seria visível pela sua virtuosidade e pelo esforço de estudar e trabalhar, condições únicas que os distinguissem.

 Fala-se em utopia ao que se propõe longe da condição humana de se alcançar. Não pela impossibilidade real, mas pelo desejo que não é consenso numa humanidade que ainda exibe o primitivismo de viver ser compreender que são seres humanos iguais na sua essência e, portanto com os mesmo direitos, atingindo patamares mais elevados a depender de seu investimento na sua evolução única e exclusivamente, como indivíduos virtuosos pelo sentir, pensar e agir, pois assim sendo seria a condição que por suas ações e perfil seriam já propostos a serem os governantes.