segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Para quê?



Nasce um ser e o Universo regozija-se enviando a ele tudo que ele precisa para evoluir. A natureza abre em festa, escolhe e atende suas necessidades diante do seu projeto de vida, respeita a Lei e oferece o que alma pode dispor pelo que escolheu e fez por merecer.

Nada é por acaso ou por injustiça Divina, somos nós que plantamos e colhemos conforme nossa semeadura, conseguir o que sonhamos necessita do esforço do nosso querer e de nossas ações. Reclamamos, mal dizemos e colocamos tudo como sendo determinismo do destino, pela ausência da reflexão ou pela ignorância, sem entender que a construção é nossa, o pedreiro somos nós, e o material utilizado para as nossas edificações aparecerá conforme nossa busca e necessidade.

Podemos inclusive construir materialmente falando até muito, mas nada será facilitado para atingir apenas a vaidade, o orgulhoso, o poder, toda subida sem sustentação do seu conteúdo é frágil e pode desmoronar ao mais leve tremor. O conteúdo de nossa escalada é preenchido com as nossas ações fruto de nossas virtudes, que adquirimos e praticamos na longa caminhada, é a essência de cada ser que se revela no mais forte alicerce de qualquer construção, por isso tantos ganham materialmente e perde sua alma no final, adoecem ou fatalidade lhes acontece para mostrar a sua frágil construção.

Não precisamos chegar ao sofrimento para entender isso, basta estar atento ao que busca ao que edifica e qual a causa primaria do que constrói, do que procura se une a outros em propósitos semelhantes e elevados, a força interior dos envolvidos entra em coesão, entendendo a integralidade de todas as coisas,  a rede se fortalece e a construção é facilitada, quando compartilhada ela é mais feliz e segura pelos seus motivos e objetivos comuns.

É preciso estar atento ao quê, porque e para que queremos tal coisa, senão serão construções vazias e de proposito duvidoso e frágil. Tanto quanto os “elefantes brancos” que por um momento parecia belos, logo após foram percebidos como inúteis ou inadequadas construções.

A pergunta que não se pode calar é: para que viemos?  Para onde iremos? O que estamos construindo para chegar onde precisamos?

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