Nasce um ser e o Universo regozija-se
enviando a ele tudo que ele precisa para evoluir. A natureza abre em festa, escolhe
e atende suas necessidades diante do seu projeto de vida, respeita a Lei e oferece
o que alma pode dispor pelo que escolheu e fez por merecer.
Nada é por acaso ou por injustiça
Divina, somos nós que plantamos e colhemos conforme nossa semeadura, conseguir
o que sonhamos necessita do esforço do nosso querer e de nossas ações. Reclamamos,
mal dizemos e colocamos tudo como sendo determinismo do destino, pela ausência
da reflexão ou pela ignorância, sem entender que a construção é nossa, o
pedreiro somos nós, e o material utilizado para as nossas edificações aparecerá
conforme nossa busca e necessidade.
Podemos inclusive construir
materialmente falando até muito, mas nada será facilitado para atingir apenas a
vaidade, o orgulhoso, o poder, toda subida sem sustentação do seu conteúdo é
frágil e pode desmoronar ao mais leve tremor. O conteúdo de nossa escalada é preenchido
com as nossas ações fruto de nossas virtudes, que adquirimos e praticamos na longa
caminhada, é a essência de cada ser que se revela no mais forte alicerce de
qualquer construção, por isso tantos ganham materialmente e perde sua alma no
final, adoecem ou fatalidade lhes acontece para mostrar a sua frágil
construção.
Não precisamos chegar ao
sofrimento para entender isso, basta estar atento ao que busca ao que edifica e
qual a causa primaria do que constrói, do que procura se une a outros em propósitos
semelhantes e elevados, a força interior dos envolvidos entra em coesão,
entendendo a integralidade de todas as coisas, a rede se fortalece e a construção é facilitada,
quando compartilhada ela é mais feliz e segura pelos seus motivos e objetivos
comuns.
É preciso estar atento ao quê,
porque e para que queremos tal coisa, senão serão construções vazias e de
proposito duvidoso e frágil. Tanto quanto os “elefantes brancos” que por um
momento parecia belos, logo após foram percebidos como inúteis ou inadequadas
construções.
A pergunta que não se pode calar é:
para que viemos? Para onde iremos? O que
estamos construindo para chegar onde precisamos?
Nenhum comentário:
Postar um comentário