segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Integralidade e a Copa


Integralidade e a Copa

 

                           A integralidade está presente em tudo na vida. A busca do ser que deve ser sentir-se completo, com tudo que existe que é Deus em suas inumeráveis, incalculáveis manifestações, e essa verdade se expressa em todos os setores, e em todas as atividades humanas, mesmo que vivam sem consciência desse fato.

Os seres humanos ascenderam na escala evolutiva dos reinos existentes nesse planeta, e precisam dentro do reino hominal, a que pertencem compreender a escada que precisam galgar para atingir estágios superiores da sua existência, enquanto seres de luz que buscam se iluminar. Não é algo que se possa desistir, a única escolha diante desta realidade, para muitos avaliados como irreal e fanática, é que podemos escolher estacionar, porém nunca voltar nesta escalada.

Diante do cenário que a humanidade construiu, e para dar conta da integralidade que envolve a globalidade deste planeta, as disputas sempre são colocadas ainda, sem perceberem que a beleza do encontro deveria ser de integralidade, no sentido amplo da demonstração de jogos que envolvam solidariedade, fraternidade, altruísmo, caridade, mas, mesmo não tendo essa consciência, a maioria da humanidade encaram os jogos, como proposta minimamente de unir os povos numa intenção, ainda que não tão elevada da manifestação do amor incondicional, levar os seres a se encontrar, para neste embate trabalhar suas diferenças e desenvolver suas habilidades humanas de convivência harmoniosa com os seus desiguais, embora muitos utilizem esses campeonatos, olimpíadas, copas com único interesse financeiro.

Se a intenção fosse trabalhar a vaidade, o orgulho, a humildade, a prepotência, a arrogância, a presunção, a amizade, o altruísmo, a confraternização, no sentido de mostrar que não existem melhores e sim momentaneamente ocupando o espaço de vencedores não de jogos, mas de postura, comportamento, alegria, gratidão, pois ninguém chega a lugar algum sem a ajuda de alguém ou de muitos. A vitória deveria ser interpretada com o sentimento não de nacionalidade, mas do reconhecimento e de identificação do que está por trás desse sucesso, e decidir com os envolvidos o troféu que não deveria ser nacional, pois na sua origem a criação dos próprios jogos, foi uma construção coletiva. Tudo passou e passa por mudanças que cada grupo, nação, foi dando sua contribuição, muitos agem como criadores únicos e majoritários do que se vive. 

Chegará o dia que vitoriosos nos jogos serão os que ganharam a partida pela expressão maior de valores que representam humanidade;  os ganhos não serão individuais, mais sim coletivos, e distribuídos por todos por equidade e pelo esforço empreendido, e não por proximidade, interesses exclusos, financeiros, ou ufanismo; que os troféus e ganhos sejam distribuídos para os menos favorecidos, buscando igualar a humanidade em condições de vida e de participação das grandes conquistas, inclusive de torneios mundiais; onde a alegria não seja de um grupo, mas de se ter atingido a ápices de solidariedade, humildade, alegria, fraternidade, como já houve no planeta demonstrações desses encontros, nos quais a maior felicidade foi a de se perceberem iguais na sua origem, na Essência que é a Energia Suprema Criadora do Universo,  na busca de se reconhecerem como irmãos, aproximar-se cada vez mais de estágios expandidos de consciência e unicidade.

Chegaremos lá, não eliminemos os encontros, as olimpíadas, as copas, e torneios, busquemos interpreta-los e modifica-los na sua construção e propósitos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário